MÍMESIS E LINGUAGEM DIALÓGICA

Luís Eduardo Santos Pereira, Renata Coelho Marchezan

Resumo


O presente trabalho busca discutir o papel da mímesis na relação com a linguagem. Para tanto, serão discutidas as condições de enunciabilidade na Grécia antiga que propiciaram a formulação do conceito em meio a um embate cultural de mudança histórica, quando se passa da palavra mítica e monológica dos deuses para seu destronamento à palavra dialogal nas discussões públicas. Momento de travessia para uma conformação mais analítica sobre a realidade. Desse modo, e sem querer esgotar qualquer discussão, mas lançando uma sugestão de debate, este estudo passa por questões ligadas às vozes míticas no pensamento analítico e científico e o mesmo em sentido contrário, para pensar, a partir de uma relação entre o Círculo de Bakhtin, o pensamento de Cassirer e as reflexões de Adorno e Horkheimer, a constituição simbólica da cultura e a formação da consciência como linguagem, ao mesmo tempo social e singular. A hipótese de trabalho é de que a linguagem na sua dimensão artística – portanto, caracterizada também pela capacidade de representar semelhanças, de agir mimeticamente – é um campo de percepção de epistemologias que resolve dialeticamente a relação entre o particular e o geral, o subjetivo e o objetivo, o inteligível e o sensível.


Palavras-chave


Mímesis. Linguagem. Dialogismo

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DOI: https://doi.org/10.21165/gel.v17i1.2759

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