Sujeitos arbitrários e genéricos na diacronia do Português Brasileiro

Autores

  • Crístian Quintanilha Ferreira Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil https://orcid.org/0009-0005-0724-2285

DOI:

https://doi.org/10.21165/el.v55i1.3891

Resumo

O objetivo deste trabalho é verificar as estratégias de indeterminação do sujeito no português brasileiro diacronicamente, distinguindo as de referência arbitrária e as de referência genérica, de acordo com as propostas de Marins, Soares da Silva e Duarte (2017) e de Holmberg e Phimsawat (2017). Com base nessas propostas, distribuímos as estratégias em três grupos, o que possibilita analisar aquelas que de fato estão em variação: (i) eles, searb e zeroarb (arbitrários – referência exclui o falante e o interlocutor); (ii) nós e a gente (genéricos semi-inclusivos – referência inclui o falante, mas não necessariamente o interlocutor); e (iii) você, segen e zerogen (genéricos inclusivos – referência inclui o falante e o interlocutor). Utilizando uma amostra de cartas pessoais de missivistas nascidos nos séculos XIX e XX, verificamos a implementação de estratégias inovadoras, além das que constam nas Gramáticas Tradicionais (GT), ao longo do tempo para veicular os diferentes graus de referência indeterminada e o aumento da representação plena das estratégias pronominais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

02-06-2026

Como Citar

Ferreira, C. Q. (2026). Sujeitos arbitrários e genéricos na diacronia do Português Brasileiro. Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978), 55(1), 214–231. https://doi.org/10.21165/el.v55i1.3891

Edição

Seção

Artigos