Sujeitos arbitrários e genéricos na diacronia do Português Brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.21165/el.v55i1.3891Resumo
O objetivo deste trabalho é verificar as estratégias de indeterminação do sujeito no português brasileiro diacronicamente, distinguindo as de referência arbitrária e as de referência genérica, de acordo com as propostas de Marins, Soares da Silva e Duarte (2017) e de Holmberg e Phimsawat (2017). Com base nessas propostas, distribuímos as estratégias em três grupos, o que possibilita analisar aquelas que de fato estão em variação: (i) eles, searb e zeroarb (arbitrários – referência exclui o falante e o interlocutor); (ii) nós e a gente (genéricos semi-inclusivos – referência inclui o falante, mas não necessariamente o interlocutor); e (iii) você, segen e zerogen (genéricos inclusivos – referência inclui o falante e o interlocutor). Utilizando uma amostra de cartas pessoais de missivistas nascidos nos séculos XIX e XX, verificamos a implementação de estratégias inovadoras, além das que constam nas Gramáticas Tradicionais (GT), ao longo do tempo para veicular os diferentes graus de referência indeterminada e o aumento da representação plena das estratégias pronominais.
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