A construção do ethos e a Linguística Popular: relações (im)possíveis nas redes sociais?

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DOI:

https://doi.org/10.21165/el.v55i1.3840

Resumo

Este artigo-ensaio analisa um caso exemplar de construção de ethos de um sujeito que se posiciona como linguista popular em ambiente digital, a partir de debates sobre o uso de pronomes neutros nas redes sociais, especialmente no Instagram. Com base nos pressupostos da Linguística Popular e da Análise do Discurso francesa, mobilizamos principalmente as contribuições de Marie-Anne Paveau e Dominique Maingueneau para discutir como não linguistas produzem saberes linguísticos e os articulam a posicionamentos político-ideológicos. A análise evidencia como, no caso examinado, o discurso sobre a língua funciona como dispositivo de legitimação simbólica e de inscrição identitária no debate público digital. Argumenta-se que a Linguística Popular constitui um campo privilegiado para compreender a dimensão política dos discursos linguísticos nas redes, ainda que os resultados aqui apresentados se restrinjam ao recorte analítico proposto.

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Biografia do Autor

Tamires Bonani Conti, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, São Paulo, Brasil

Pesquisadora de Pós-Doutorado com apoio do CNPq (DL/UFSCar/CNPq Processo n. 152599/2024). Bacharela, mestra e doutora em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar.

Paula Mesti, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, Paraná, Brasil

Docente na Universidade Estadual de Maringá - UEM. Mestra e doutora em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. 

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Publicado

02-06-2026

Como Citar

Conti, T. B., & Mesti, P. (2026). A construção do ethos e a Linguística Popular: relações (im)possíveis nas redes sociais?. Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978), 55(1), 144–157. https://doi.org/10.21165/el.v55i1.3840

Edição

Seção

Artigos